Novos profissionais do Espírito Santo

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Conversamos com Milton Carvalho, coordenador da unidade de Design da Universidade FAESA (onde o curso de Moda está localizado) sobre dificuldades do mercado do ES e o incentivo que os eventos de Moda dão aos novatos.

Milton atua na FAESA desde 2003 onde iniciou como professor do curso de Design de Moda. Em 2005 passou a ser coordenador do curso e em 2006 assumiu a coordenação da unidade de Design da FAESA. Mas antes de começar a atuar no meio acadêmico, Milton acumulou quase 15 anos de experiência no mercado de Moda. Sendo assim, ele conhece bem o meio do qual estamos tratando.

Quando perguntado sobre as dificuldades e diferenças entre o mercado de Moda no Espírito Santo e outros estados, Milton nos conta que no ES a Moda vem se desenvolvendo há um bom tempo, mas que os cursos de Moda chegaram no estado apenas nos anos 2000.

Aparentemente, os aspirantes a profissionais da Moda no ES pensam um pouco diferente. É claro que atualmente, assim como em escolas e universidades de todo o país, a grande maioria dos estudantes do curso de Moda da FAESA são adolescentes, aspirantes a estilistas. Mas estes novatos se preocupam em ocupar funções menores para aprender e, só então, decidir o caminho a seguir. E, neste quesito, ter um grande evento de Moda no estado ajuda muito.

Mas como?

Segundo Milton, estes estudantes atuam dentro do evento em diversas posições, como, por exemplo, auxiliam a organização do backstage, a entrada dos convidados na sala de desfile, entre outras. Eles também aproveitam para fazer contato com diversos profissionais do mercado. No caso do VMS, eles fazem contato com profissionais que atuam tanto em segmentos voltados ao varejo, como desfiles, como profissionais que atuam na parte de compras em atacado e produtores (pois o evento possui rodadas de negócios e palestras).

Milton chama a atenção para que o estado desenvolva programas de incentivo a profissionalização de pessoas que atuam na Moda, como o extinto Oficina Escola, de Osasco. Ele diz que no ES há muitas pessoas interessadas em atuar na Moda, até mesmo como costureiras ou cortadores, mas eles não têm dinheiro para pagar cursos de especialização. Se o governo pudesse oferecer cursos gratuitos ou projetos de bolsa de estudos, como a Oficina Escola, este problema poderia ser solucionado.

Esta situação é um pouco diferente da situação de SP, onde profissões como a de costureira pode morrer por falta do pouco interesse de novos profissionais.

Seja no ES, em SP, no CE ou em qualquer lugar do Brasil, o fato é que mais profissionalização é necessária. Lembrando que profissionalização não é apenas criar cursos, mas é ajudar os futuros profissionais a entrarem no mercado real, sem ilusões.

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É osasquense e formada em Negócios da Moda, com especialização em Figurino (MAM-SP). Eva também faz parte do programa 10.000 mulheres, (FGV) e é conselheira de Cultura voluntária em Osasco. Atua há 15 anos no mercado de Moda realizando consultoria de Negócios e produção de figurino em shows internacionais, como: MDNA, Lady Gaga, Roger Waters, Britney Spears, Aerosmith, U2 360º, Batman Live, Stomp, Pearl Jam, Metallica, AC/DC, Rush, Bon Jovi, Guns’n Roses, entre outros.

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