Em um desfile único assinado pelas estilistas Gisela Franck e Marina Bitu, a tecelagem apresentou nas passarelas um passeio pelo universo das mulheres dos jangadeiros, figuras tradicionais do litoral cearense. Com um desfile conceitual, as estilistas puderam apresentar a performance dos tecidos da Jangadeiro e o potencial de cada um deles. 

A coleção apresentada é repleta de tecidos naturais e com uma cartela de cores que vai dos tons sóbrios do off-white até os mais marcantes como o vinho, azul royal e verde. Não ficaram de fora as estampas digitais, das quais a marca é referência, que aparecem através de pinceladas em forma de jangada. O cenário do desfile convidou os espectadores para essa imersão neste universo. De acordo com Marina Bitu, ela e Gisela Franck se uniram para exaltar a força da mulher nordestina. “Queríamos ir além e mostrar a força que essas mulheres possuem”, frisa Marina.

A Jangadeiro Têxtil é uma empresa de referencia nacional, principalmente com desenvolvimento de suas estampas. Realizou um desfile que vai além do convencional, mostrando em sua coleção cor, leveza e muita diversidade.

Segundo Ieda Baquit, gerente de criação e produto da Jangadeiro Têxtil, a parceria com as estilistas trouxe uma oportunidade de levar às passarelas o melhor da Jangadeiro Têxtil. “Toda a coleção foi pensada para aproveitar ao máximo os nossos tecidos e estamparia digital. É uma coleção leve, com cor e energia”, ressalta Ieda Baquit.

Uma coleção em histórias

O desfile da Jangadeiro Têxtil é dividido em histórias. A primeira delas homenageia Nossa Senhora dos Navegantes e Iemanjá. As divindades que abençoam e protegem os pescadores, suas famílias e os mares.

Serão apresentadas na coleção como a representação da fé e o sagrado feminino. Babados leves em camadas fazem referência às ondas, enquanto as amarrações em nós de macramê formam texturas de redes de pesca. Nessa história, são utilizados retalhos de malha que sobram na indústria têxtil, unindo o design à sustentabilidade.

Já os jangadeiros e suas vestes são a inspiração para a segunda história. A alfaiataria foi reinventada em linho com recortes inusitados e acabamentos ricos. O linho, por sua vez, recebeu pinceladas em formas de jangadas. As pinceladas receberam edição digital e se transformam em uma linda estampa, cuja coloração e qualidade comprovam todo o know-how da Jangadeiro Têxtil na área de estamparia. A valorização do fazer manual pode ser também vista nos detalhes em palha que finalizam as peças.

As pinceladas aumentam de tamanho e dão vida a uma nova estampa: listras maxi fazem menção às pinturas dos barcos, batizados muitas vezes de nomes femininos. Marias, Raimundas e Franciscas. Com recortes de cores, babados plissados em mousseline e bastante movimento, a Jangadeiro conta a terceira história da coleção.

Com uma maxi estampa digital impressa em lenços, a coleção brinca com nós, amarrações estilo pareô e quadrados plissados, mostrando a leveza, caimento e alta definição do crepe leve estampado na Jangadeiro Têxtil. Por fim, esculturas em barro dão o tom da coleção. Tecidos planos dublados em tons de rosa e vinho recriam movimentos de babados que remetem à organicidade da argila, combinada a tons de azul royal e verde esmeralda. Em uma cartela de cores elegante, é apresentado a versatilidade dos tecidos da Jangadeiro Têxtil, desde a malharia ao tecido plano.








































 

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